Não estou acompanhando tanto o BBB12, estou morando fora do país e por isso, nesta edição, não tenho como trazer uma opinião baseada no que assisto.
O que é bom, pois não sou influenciada pelas edições e nem fico revoltada ou feliz com os resultados das provas e paredões.
No entanto, tenho acompanhado no Twitter/Facebook as noites e madrugadas do programa. Vejo tudo o que ambas as torcidas escrevem, inclusive nos blogs “pró praia” ou “pró selva”. Às vezes assisto os vídeos e até consegui acompanhar todas as polêmicas.
Por todos esses motivos eu poderia dizer que sou capaz de fazer uma análise imparcial do programa ou até mesmo distorcida das coisas que realmente acontecem por lá. E se eu dissesse que não me apeguei a nenhum participante também poderia fazer sentido, mas nada disso seria verdadeiro. Tenho sim algumas preferências, mas sem fazer parte de nenhuma torcida declarada, sem perder noites debatendo, ou mesmo fazendo parte de mutirões de votação (e acho que nem posso votar por aqui).
O que me intriga, vendo o BBB de uma outra perspectiva, é a eterna busca do julgamento e punição. Aqui nos EUA vejo algo parecido nos reality shows, sempre tem alguém errado ou culpado, e por isso essa pessoa merece ser queimada em praça pública, praça esta que hoje podemos chamar de Twitter! E penso que o sucesso dos reality shows esteja presente nisso, no nosso poder de fazer a justiça (será?).
Sei que muitos que acusam talvez não fizessem tão diferente, tem certos tipos de atitudes que são realmente condenáveis (e aí voltamos para a primeira festa do BBB como exemplo), mas outras são reflexos de quem somos ou de como fomos criados.
Se estivéssemos no BBB será que poderíamos afirmar como todas as letras que jamais teríamos determinada atitude?
Talvez sim, talvez não, mas quantas vezes nós não erramos na nossa “vida real”? Quantas vezes fomos acusados? Brigamos? Fizemos as pazes? Nos arrependemos de algo que fizemos ou dissemos? E às vezes que perdemos a confiança em um amigo? Ou mesmo traímos a confiança deste? Quantas vezes exageramos em um sentimento ou num drama qualquer? Será que já não pisamos na bola alguma vez? Já erramos por falar demais ou por termos nos omitido? Quantas vezes fomos leais ao que acreditamos e fomos nisso até o fim?
Potencialize tudo isso e se coloque confinado dentro de uma caixa, sendo monitorado, julgado e concorrendo a uma boa grana!
Entendo, é claro, que o BBB é um programa onde quem jogar melhor, Ganha R$ 1,5 milhão! E jogar mesmo: para dentro da casa e, mais ainda, para fora da casa. Afinal, como todos repetem, é o povo quem decide. E esse povo são as torcidas que se formam em prol de alguns participantes. A partir daí é que começam os ataques e dedo em riste para falar mal de A ou B. Ou condenar veementemente determinadas atitudes.
Escrevi, escrevi, escrevi, mas preciso finalizar. Queria saber, será que no Big Brother Brasil existe uma regra clara do que é certo e o que é errado? Bom e Mau? Mocinhos e Bandidos? Um BBB que iniciou com uma polêmica, pode terminar com um final digno? E o que seria este final correto? O que o SEU preferido ganhou?
Um programa que começou mal pode acabar bem?
E o que seria “bem”, você sabe?
Elis Regina - Aprendendo a Jogar